arte & factos do cinema

É expressamente proibida a entrada a pessoas estranhas ao cinema. No blogue Arte & Factos fala-se sobre a 7ª arte.

Julho 28, 2004

EMBRIAGADO DE AMOR
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Título Original: Punch-Drunk Love
Categoria: Comédia Romântica
Realização: Paul Thomas Anderson
Argumento: Paul Thomas Anderson
Intérpretes: Adam Sandler,Emily Watson, Philip Seymour Hoffman, Luis Guzmán, Mary Lynn Rajskub, Lisa Spector.
Estúdio: Revolution Studios / Ghoulardi Film Company
Distribuição: Columbia Pictures / New Line Cinema
Fotografia: Robert Elswit
Desenho de Produção: William Arnold
Direcção de Arte: Sue Chan
Figurino: Mark Bridges
Edição: Leslie Jones e Dylan Tichenor
EUA, 2002, 89 minutos.

Nota: Contém spoilers

Barry Evan é um solteirão controlado pelas suas sete irmãs desde criança. A sua vida é orientada por elas até ao dia em que se apaixona por Lena Leonard e tenta viver esse amor e a sua própria vida por conta e risco. Mas para que isso seja possível, será necessário acabar com esse controle exercido pela sua família e resolver uma série de problemas em que se envolve quando liga para uma linha erótica para se livrar da solidão por alguns momentos (ao ceder os dados da sua conta bancária tentarão extorquir-lhe dinheiro através de chantagens).

Do mesmo realizador de Magnólia, esta é uma comédia romântica com uma maior dose de romantismo do que de comédia, ainda que possua algumas cenas em que é impossível conter uma gargalhada. O mais interessante será assistir à mudança de comportamento de Barry que por amor consegue tornar-se a pouco e pouco numa pessoa mais autónoma, mais livre da influência exercida pelas suas irmãs. O homem solitário e extremamente inseguro que conhecemos no início não é o mesmo que vemos no fim. O amor dá-lhe força e se há cena em que esta mudança se revela é através do telefonema que Barry faz para uma das irmãs, no qual marca a sua posição de um modo definitivo - talvez uma das melhores cenas do filme.

Vencedor do prémio de melhor realizador no Festival de Cannes de 2002, este filme conta com um argumento muito original que o transforma numa comédia romântica pouco comum mas ainda assim excelente.


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Julho 14, 2004

OS SONHADORES
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TÍTULO ORIGINAL: The Dreamers
CATEGORIA: Drama
DIRECÇÃO: Bernardo Bertolucci
INTÉRPRETES: Michael Pitt, Louis Garrel, Eva Green, Robin Renucci, Anna Chancellor.
ARGUMENTO: Gilbert Adair
ESTÚDIO: Fiction Films / Peninsula Films / Recorded Picture Company / Hachette Première / Kushner-Locke Company / Murakami-Wolf Productions
DISTRIBUIÇÃO: Fox Searchlight Pictures
PRODUÇÃO: Jeremy Thomas
FOTOGRAFIA: Fabio Cianchetti
DESENHO DE PRODUÇÃO: Jean Rabasse
EDIÇÃO: Jacopo Quadri
EUA / França / Itália, 2003, 130 minutos.

Isabelle e Theo são irmãos gémeos e mantêm uma relação incestuosa. Em 1968, em plena revolução estudantil, conhecem Matthew, um rapaz que vai estudar para Paris durante um ano. Cedo se apercebem que têm muito em comum: não só o gosto pelo cinema mas também o desejo de liberdade, nomeadamente a sexual. Matthew vai viver com os gémeos durante a ausência dos pais destes.

A ligação que têm com o exterior e com as mudanças a que a sociedade se vai sujeitando é feita através das janelas da casa e parecem não afectar directamente estes jovens ao longo da narrativa… Contextualizam uma situação concreta em que o sexo não é mais tabu e em que a liberdade sexual emerge.

Paralelamente a esta liberdade, a esta revolução que ocorre na vida destes jovens, há o amor pela cinema e referências a filmes clássicos são muitas. Bertolucci serve-se de muitas cenas de filmes de décadas anteriores para contextualizar atitudes destas personagens, influenciadas por filmes a que assistiam na cinemateca parisiense. Uma dessas cenas é inspirada no filme Band-a-part; os três protagonistas irão também percorrer o Museu do Louvre em poucos minutos.

Este filme poderá ser interessante especialmente para quem gosta de cinema clássico, devido aos paralelismos que faz com outros filmes e a algumas críticas que Matthew e Theo desenvolvem. O melhor mesmo talvez a banda sonora e os últimos vinte minutos, em que há uma ligação mais directa com a Revolução, mas que mesmo assim não chegou para que eu me apaixonasse por este filme.

OUTROS FILMES REALIZADOS POR BERNARDO BERTOLUCCI:
The dreamers
Beleza roubada
O pequeno buda
O último imperador
Luna
O último tango em Paris


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Julho 05, 2004

SHREK 2
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CATEGORIA: Animação
DIRECÇÃO: Andrew Adamson, Kelly Asbury e Conrad Vernon
VOZES NA VERSÃO ORIGINAL: Mike Myers, Cameron Diaz, Eddie Murphy,
John Cleese, Julie Andrews, Antonio Banderas, Rupert Everett, Larry King,
Jennifer Saunders, Conrad Vernon.
VOZES NA VERSÃO PORTUGUESA: José Jorge Duarte, Rui Paulo, Cláudia Cadima, Rui Mendes, Carmen Santos, Paula Fonseca, João Craveiro Reis, Paulo Oom, Rui Unas, Manuela Moura Guedes, Carlos Freixo.
ARGUMENTO: J. David Stern, Joe Stillman e David N. Weiss, baseado nos personagens criados por William Steig
ESTÚDIO: DreamWorks SKG / Pacific Data Images
DISTRIBUIÇÃo: DreamWorks Distribution LLC / UIP
PRODUÇÃO: Jeffrey Katzenberg, David Lipman, Aron Warner e John H. Williams
MÚSICA: Harry Gregson-Williams
FIGURINO: Isis Mussenden
EDIÇÃO: Michael Andrews
EUA; 2004, 105 minutos.

Shrek casa-se com a princesa Fiona e tem uma lua-de-mel maravilhosa! Mas quando tem de conhecer a família dela tudo vai mudar pois os pais de Fiona julgam que ela se casou com um príncipe!

Já considerava o Shrek original, o primeiro, o melhor filme de animação já feito: pela qualidade das imagens, pelo argumento, pelas personagens fora de série, pela banda sonora e pela dobragem em português, em que vozes como as de José Jorge Duarte ou Rui Paulo, davam vida de uma forma única a Shrek e ao Burro, respectivamente.

O Shrek 2 não lhe fica atrás. Se bem que muito mais fantasista, a meu ver, com a inclusão de personagens como a fada-madrinha e as suas poções mágicas, é também um óptimo filme de animação, e se não é o meu preferido, é de certeza o segundo da minha lista… Novas personagens dão vida a este elenco, sendo o Gato das Botas a figura mais engraçada, com as suas manhas e o seu “olhar meiguinho”… ainda que nem sempre!
Vale a pena ver este filme.

Mas não saiam da sala de cinema sem antes verem os créditos finais. É que ainda há uma surpresa protagonizada pelo Burro!

Site Oficial


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