arte & factos do cinema
É expressamente proibida a entrada a pessoas estranhas ao cinema. No blogue Arte & Factos fala-se sobre a 7ª arte.
Agosto 04, 2004
MULHOLLAND DRIVE
****
CATEGORIA: Drama
REALIZAÇÃO: David Lynch
ARGUMENTO: David Lynch
INTÉRPRETES: Justin Theroux, Naomi Watts, Laura Harring, Ann Miller, Dan Hedaya, Mark Pellegrino, Brian Beacock, Robert Forster, Michael J. Anderson, Angelo Badalamenti, Scott Coffey, Billy Ray Cyrus, Chad Everett, Kate Forster, Melissa George.
ESTÚDIO: Le Studio Canal+ / Asymmetrical Productions / Imagine Television / Les Films Alain Sarde / The Picture Factory / Touchstone Television
PRODUÇÃO: Neal Edelstein, Joyce Eliason, Tony Krantz, Michael Polaire, Alain Sarde e Mary Sweeney
MÚSICA: Angelo Badalamenti
FOTOGRAFIA: Peter Deming
EDIÇÃO: Mary Sweeney
EUA, 2001, 114 minutos.
Se antes de ver este filme eu já era fascinada pela obra de David Lynch, tal fascínio só se intensificou mais quando vi Mulholland Drive. Ainda que não sejam filmes de fácil "digestão" e que na maior parte das vezes assistimos aos créditos finais com vontade de rever o filme, numa tentativa de ligar as pontas que ficaram soltas, é incontornável que as cenas dos seus filmes criam um ambiente único que envolvem o espectador.
Rita sofre um grave acidente de automóvel em Los Angeles, na estrada Mulholland Drive, do qual sai num estado amnésico. Acaba por se esconder numa casa e por conhecer Betty, que irá ajudá-la a tentar descobrir quem é e o que faz em Los Angeles. Diversas personagens entram neste enredo, contribuíndo para o adensar da trama: se a primeira parte representa a fase da descoberta, em que todas as personagens convergem para Los Angeles, como que perdidas numa viagem, a segunda significa já a conciência do destino e do arrependimento por estarem naquela cidade. Mas por mais que se tente encontrar uma linha lógica de raciocínio para perceber este intrigante filme, é difícil encontrar um fio condutor linear, havendo assim espaço de manobra para interpretações próprias.
Este projecto, interrompido algumas vezes (sendo a maior interrupção de um ano e meio), resulta num filme que nos coloca várias interrogações e muitos aspectos invulgares, como a cena em que um homem conta o seu pesadelo (prefiro não contar mais para não estragar o filme!)... A banda sonora é envolvente, levando-nos para este mundo muito próprio de David Lynch (que foi nomeado para o Óscar na categoria de Melhor Realizador) e o elenco é fenomenal.
OUTROS FILMES REALIZADOS POR DAVID LYNCH:
Estrada Perdida
Veludo Azul
Uma história simples
Coração selvagem
Site Oficial
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CATEGORIA: Drama
REALIZAÇÃO: David Lynch
ARGUMENTO: David Lynch
INTÉRPRETES: Justin Theroux, Naomi Watts, Laura Harring, Ann Miller, Dan Hedaya, Mark Pellegrino, Brian Beacock, Robert Forster, Michael J. Anderson, Angelo Badalamenti, Scott Coffey, Billy Ray Cyrus, Chad Everett, Kate Forster, Melissa George.
ESTÚDIO: Le Studio Canal+ / Asymmetrical Productions / Imagine Television / Les Films Alain Sarde / The Picture Factory / Touchstone Television
PRODUÇÃO: Neal Edelstein, Joyce Eliason, Tony Krantz, Michael Polaire, Alain Sarde e Mary Sweeney
MÚSICA: Angelo Badalamenti
FOTOGRAFIA: Peter Deming
EDIÇÃO: Mary Sweeney
EUA, 2001, 114 minutos.
Se antes de ver este filme eu já era fascinada pela obra de David Lynch, tal fascínio só se intensificou mais quando vi Mulholland Drive. Ainda que não sejam filmes de fácil "digestão" e que na maior parte das vezes assistimos aos créditos finais com vontade de rever o filme, numa tentativa de ligar as pontas que ficaram soltas, é incontornável que as cenas dos seus filmes criam um ambiente único que envolvem o espectador.
Rita sofre um grave acidente de automóvel em Los Angeles, na estrada Mulholland Drive, do qual sai num estado amnésico. Acaba por se esconder numa casa e por conhecer Betty, que irá ajudá-la a tentar descobrir quem é e o que faz em Los Angeles. Diversas personagens entram neste enredo, contribuíndo para o adensar da trama: se a primeira parte representa a fase da descoberta, em que todas as personagens convergem para Los Angeles, como que perdidas numa viagem, a segunda significa já a conciência do destino e do arrependimento por estarem naquela cidade. Mas por mais que se tente encontrar uma linha lógica de raciocínio para perceber este intrigante filme, é difícil encontrar um fio condutor linear, havendo assim espaço de manobra para interpretações próprias.
Este projecto, interrompido algumas vezes (sendo a maior interrupção de um ano e meio), resulta num filme que nos coloca várias interrogações e muitos aspectos invulgares, como a cena em que um homem conta o seu pesadelo (prefiro não contar mais para não estragar o filme!)... A banda sonora é envolvente, levando-nos para este mundo muito próprio de David Lynch (que foi nomeado para o Óscar na categoria de Melhor Realizador) e o elenco é fenomenal.
OUTROS FILMES REALIZADOS POR DAVID LYNCH:
Estrada Perdida
Veludo Azul
Uma história simples
Coração selvagem
Site Oficial
